Em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e que atenda as necessidades humanas!

Em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e que atenda as necessidades humanas!

Anúncios

Por uma Greve Geral de 48h JÁ!

Por uma Greve Geral de 48h JÁ!

Na última segunda-feira, dia 29.05, as 9 centrais sindicais do Brasil se reuniram para discutir os próximos passos da luta contra as “reformas” que estão no Congresso Nacional e que retiram direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora e pelo povo pobre para nos atacar de forma ainda mais direta e violenta. Essa reunião aconteceu um mês depois da vitoriosa Greve Geral que paralisou o Brasil no dia 28 de Abril e dias após a Grande Marcha Nacional que tomou a capital federal, Brasília, no dia 24.05, além do 8M – Dia Internacional de Paralisação das Mulheres e do 15M – Greve Nacional da Educação e Dia Nacional de Paralisação que ocorreram no mês de maio.

A Greve Geral de 28 de Abril

No dia 28 de abril de 2017 a classe trabalhadora brasileira realizou uma grande Greve Geral contra as “reformas” previdenciária, a trabalhista e a terceirização.

Mais de 40 milhões de trabalhadores, estudantes, aposentados e desempregados participaram da greve geral – que não ocorria no Brasil desde 1989, ou seja, há 3 décadas, demonstrando que a classe trabalhadora e a juventude não estão de brincadeira, que não vão aceitar e que vão derrotar essas contrarreformas que a burguesia e os governos estão aplicando nas nossas costas para garantir seus altos lucros em períodos de crise, enquanto nós sofremos com as consequências.

Os trancamentos de rodovias, as manifestações de rua e a falta ao trabalho paralisando a produção e a circulação de mercadorias provou o quanto a classe trabalhadora é imprescindível para a funcionamento da sociedade e que é a responsável pela produção de toda riqueza da humanidade. Portanto, cabe a nós, estudantes e trabalhadores continuar protagonizando essas lutas, pra enfim conquistar de fato, mudanças, impor nossa agenda e acabar com os ataques que só se dirigem à nossa classe.

A Marcha Nacional a Brasília

No dia 24.05 ocorreu a Grande Marcha Nacional a Brasília, que contou com a participação física de mais de 150.000 trabalhadores e estudantes. Essa Marcha foi vitoriosa, pois enfrentou as forças de repressão demostrando a disposição de luta da classe trabalhadora, aumentou o desgaste do governo Temer que chegou a decretar o uso das Forças Armadas para retomar a “ordem” na capital federal e também porquê ocorreu num momento de aprofundamento da crise política, pois com o vazamento da gravação da conversa do dono da JBS com Temer caiu a cortina de fumaça para quem ainda duvidava do envolvimento de Temer em corrupção.

A repressão foi grande, mas a resistência também foi. Cerca de 4h inalando bomba de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e tomando cassetete e bala – inclusive de arma de fogo letal. Muitos feridos, inclusive (felizmente) alguns cães de guarda dos banqueiros e governos, os policiais. A rebelião popular contra as reformas e o governo se justificou na mesma intensidade dos ataques ao atear fogo nos Ministérios e destruir tudo que havia pela frente. Brasília virou um caos e víamos a alegria nos rostos de cada manifestante que saíram em caravanas de vários e vários estados do Brasil, muitos dispostos a ocupar o Congresso Nacional, o que não ocorreu devido a forte repressão e também devido a falta de organização e disposição do conjunto das centrais sindicais.

Agora a Advocacia Geral da União e o governo quer passar a conta do prejuízo para as centrais sindicais pagarem numa tentativa de criminalização do movimento. Isso é um absurdo e mais um ataque à livre manifestação e organização dos trabalhadores. Por que não pagam com os 500 mil reais semanais que estão pagando pro Cunha? E aliás, vão pagar pelas dezenas de estudantes e trabalhadores que foram feridos sendo que houve até mesmo estudante com a mão decapitada e aposentado que levou um tiro no pescoço? E os cães de guarda serão punidos por usarem arma letal? Certamente não. Se alguém deve pagar por isso são os próprios patrões e o Estado que enviaram seus cães de guarda para reprimir forte e excessivamente a Grande Marcha Nacional. E não somos vagabundos, estamos em luta pelos nossos direitos!

A visão equivocada da tática Black Bloc é produto de uma crítica capitalista, que sugere que o “vandalismo” se encontra em apenas um dos lados. E não há, de fato, luta social eficaz, quando não se tem ação direta. Quando a esquerda reformista legitima a violência da polícia, mostra de qual lado realmente está.

Diferente da Greve Geral de 28 de abril que foi a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira organizada das últimas décadas e que tinha como eixo central de unidade a luta contra as “reformas”, na Marcha Nacional a Brasília o eixo central passou a ser a bandeira “Fora Temer”. Isso foi motivado, sobretudo, pela delação da JBS divulgada amplamente pela Globo que aumentou significativamente a rejeição ao governo corrupto e vendido de Temer. Se por um lado aumentou a rejeição ao presidente e a possibilidade de sua queda, por outro lado não se focou mais na luta contra as “reformas”, secundarizando essa luta. Além disso, parte significativa das organizações passaram a reivindicar bandeiras como diretas já e/ou constituinte. Não defendemos essas propostas, pois entendemos que não devemos nutrir ilusões no sistema político dos patrões e muito menos ajudar a burguesia a estabilizar o seu regime, devemos ao contrário, aprofundar a crise dos patrões e políticos corruptos.

Não aceitamos que esse processo de luta e acúmulo de forças seja desviado para saídas eleitoreiras e utilizado como palanque eleitoral para a campanha de Lula ou para promover qualquer outra figura que se diz de luta, mas que está ao lado de quem retira direitos e impede a ação da classe trabalhadora.

Sabemos dos limites que sempre tiveram às Marchas e Caravanas a Brasília, mas essa Marcha teve a sua relevância, contando com ações diretas coletivas e o enfrentamento as tropas da repressão estatal (que teve como linha de frente diversos jovens combativos e a CSP-Conlutas) enviada pelos governos federal e estadual do Distrito Federal, além de que foi a maior mobilização em Brasília desde a sua construção. Ainda assim, para derrotar as reformas e derrubar Temer só com a greve geral.

Próximos passos

Precisamos intensificar a luta com greves, manifestações, trancamentos e ações diretas!

Como dissemos no início, as centrais sindicais brasileiras se reuniram essa semana para discutir os próximos passos da luta, e indicaram o período de 26 a 30 de junho, daqui há um mês, para que ocorra a próxima greve geral, ficando a data definitiva a ser definida mais pra frente (embora o mais provável é que seja entre os dias 29 e 30 de junho). Isso é muito grave. No dia 6 de junho ocorre o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as reformas já começam a ser “discutidas” no Plenário da Câmara dos Deputados entre os dias 5 e 12 de junho.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já havia comunicado que a votação das reformas começaria no início de junho, ou seja, o argumento das centrais de que a aprovação da data da greve geral dependia dos trâmites da votação das reformas não se justifica, mas é “compreensível” quando percebemos que boa parte dos dirigentes das centrais estão anos e anos (às vezes até décadas) afastados de suas bases, apenas parasitando no sindicalismo burocrata. Além disso, não dá pra tirar da mente que os ataques são gigantes e que a classe trabalhadora já demonstrou que têm disposição pra lutar. Não temos tempo a perder. Precisamos de uma nova Greve Geral Já! E precisa ser mais impactante que o 28A, então que seja de 48h e o quanto antes!

A Greve Geral precisa ser antes da votação das contrarreformas, para impor o arquivamento das mesmas, e não após a votação, quando as contrarreformas já estarão aprovadas pelo parlamento burguês. Será que as centrais estão esperando elas serem aprovadas? Se sim, pra quê? Pra depois forjar um “herói nacional”? O papel de algumas centrais continua sendo forjar heróis para deixar o povo pobre sem voz.

Nesse sentido é fundamental que a próxima reunião das centrais que vai ocorrer na segunda-feira, dia 5.6, antecipe e indique imediatamente a data da nova greve geral. Desde já, no entanto, as categorias profissionais, os estudantes, aposentados e desempregados precisam realizar assembleias em suas bases e deflagrar ações e atividades para derrotar as contrarreformas.

  • Rearticular os comitês de base!

  • Greve Geral para derrubar Temer e as reformas do capital!

  • Pelo imediato arquivamento das contrarreformas!

  • Nenhum ilusão no Congresso Nacional vendido para os patrões e para o imperialismo!

  • Contra a corrupção: revolução!

  • Viva a luta da classe trabalhadora com os seus métodos de luta!

  • Eleição burguesa não é solução!

  • Abaixo às saídas eleitoreiras e institucionais!

  • Abaixo quem usa a luta para eleger candidatos para o parlamento dos patrões!

  • Por um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, da Juventude e dos Movimentos Sociais para discutir e votar um programa classista e revolucionário para a crise capitalista!

Depois da vitoriosa greve geral, quais os desafios?

Depois da vitoriosa greve geral, quais os desafios?

A Greve Geral do dia 28.04, contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, expressou a intensa vontade e potencial de luta do conjunto da população trabalhadora. A classe trabalhadora e a juventude em cena demonstraram a possibilidade concreta de derrotar Temer e as nefastas reformas do capital que destruirão ainda mais as nossas condições de vida já precárias.

Essa greve foi fundamental para mostrar a força da classe trabalhadora organizada, que usando seus históricos métodos de luta, os piquetes, barricadas e trancamento de grandes vias, parando a produção e a circulação de mercadorias, mostrou aos patrões e banqueiros quem é quem produz e quem faz a sociedade funcionar.

Como avançar o nível de mobilização, consciência e organização da classe trabalhadora? Quais os desafios e às saídas possíveis? Venha discutir com a gente!

Após o debate teremos um Sarau/Tributo a Belchior (um dos maiores poetas brasileiros que usou a música para criticar o capital), além de comes e bebes a preços camaradas. Tragam poesias, batuques e instrumentos musicais.

Convocam essa atividade:
Espaço Socialista
Coletivo Primavera Socialista

Lutar não é crime, libertem os presos políticos da Greve Geral!

LUTAR NÃO É CRIME, LIBERTEM OS PRESOS POLÍTICOS DA GREVE GERAL!

Ainda estão presos três militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) por estarem presentes nas ações da Greve Geral dessa sexta-feira (28/04), que paralisou todo o país contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, medidas que precarizam e até desumanizam a classe trabalhadora.

Ontem (29/04), a juíza Marcela Filus Coelho recusou o pedido de liberdade dos militantes: Juraci Alves dos Santos, Luciano Antônio Firmino e Ricardo Rodrigues. E, “em nome da ordem pública”, os mantêm detidos de forma arbitrária e enquadrados no ato de incêndio criminoso, explosão, incitação à violência, porém sem provas para tais acusações. Há somente os relatos dos polícias militares que reprimiram a ação do bloqueio da Av. Radial Leste, ocorrido na Zona Leste de São Paulo.

Nós – do Coletivo Primavera Socialista, Espaço Socialista e Movimento de Organização Socialista – repudiamos a prisão arbitrária e de caráter político dos companheiros de luta, em que o único crime foi defender os direitos da classe trabalhadora nas ruas!

LIBERDADE JÁ!!!

Para enfrentar Temer e o capital, preparar a Greve Geral pela base!

Para enfrentar Temer e o capital, preparar a Greve Geral pela base!

Uma onda de ataques

A juventude e a população trabalhadora estão sofrendo uma série de ataques aos seus direitos, como as contrarreformas: do Ensino Médio, Previdenciária, Trabalhista e a terceirização irrestrita – já sancionada por Temer. São contrarreformas e não reformas, pois o objetivo dos governos, patrões e banqueiros não é melhorar a vida da população e sim aumentar a exploração e a miséria.

O governo quer fazer os trabalhadores e trabalhadoras trabalharem até morrer.

Com a PEC 287/2016, para requerer a aposentaria a idade mínima será de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres, isso para a aposentadoria parcial, pois para se aposentar com essa idade e ter uma aposentadoria/salário integral serão necessários 49 anos de contribuição (além dos 65 de idade mínima). Isso significa que teríamos que começar a trabalhar com 16 anos, sem interrupção durante todo o período, ou seja, trabalhar dos 16 aos 65 anos sem ser demitido/a em nenhum momento para conseguir uma aposentadoria que na maioria das vezes é de um salário mínimo.

Com a situação do desemprego no Brasil, na qual 25% da juventude está desempregada, isso é totalmente impossível. Além disso, essa contrarreforma se mostra com um caráter extremamente machista, igualando a aposentadoria de homens e mulheres e ignorando o fato de que as mulheres quando chegam do trabalho gastam horas a mais horas de seu tempo fazendo todo o trabalho doméstico e cuidando dos filhos.

Essa contrarreforma afeta principalmente os trabalhadores e trabalhadoras pobres da periferia, já que a expectativa de vida em bairros periféricos, como o Capão Redondo em São Paulo, por exemplo, não passa de 56 anos, ou seja, os pobres vão, literalmente, trabalhar até morrer.

Outro argumento do governo é a existência de um déficit, tentando fazer as pessoas acreditarem que essa contrarreforma é necessária. Isso é mentira! Todos os dados de entidades trabalhistas indicam que todo ano sobra dinheiro. O que acontece é que parte do dinheiro da previdência social é desviado para o pagamento da divida pública para os banqueiros e agiotas.

Além do governo não deixar os trabalhadores e trabalhadoras se aposentarem, ele quer precarizar ainda mais as já atuais péssimas condições de trabalho, aprovando a contrarreforma trabalhista junto com um projeto que permite amplamente as terceirizações, destruindo os poucos direitos conquistados com muita luta e sangue de trabalhadores e trabalhadores.

Diretos como o décimo terceiro, as férias remuneradas, a remuneração extra pelo trabalho noturno e o aumento da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, são as consequências da reforma trabalhista e a terceirização.

Dessa forma, com uma mão de obra extremamente barata e precarizada, após essas medidas serem implementadas, o Brasil procura atrair empresas estrangeiras para se inserir no país com essa atrativa força de trabalho barata.

Assim, o país caminha para relações de trabalho próximas a de países como Índia e China, farta força de trabalho, sem direitos e mais oportunidade para os capitalistas aumentarem seus lucros.

Explorar mais para atender as necessidades do capital

A única solução que capital tem para sair de suas crises é aumentar o nível de exploração sobre os trabalhadores e trabalhadoras. Para escapar das crises, o capitalismo precisa de mais produção, mais lucro e, consequentemente, mais exploração.

Os governos, como gerentes dos capitalistas (que tem como objetivo a manutenção e proteção da propriedade privada), para legalizar essa exploração criam projetos de lei para regularizar e concretizar a exploração.

Esse é o significado desses ataques sobre nossos direitos. Por isso a aprovação da lei das terceirizações, da Emenda Constitucional dos Limites dos Gastos Públicos e da Emenda Constitucional da Contrarreforma Previdenciária.

Trata-se, portanto, de algo que é além da vontade do agente do capital de plantão no poder. Estão lá para atender os interesses dos grandes empresários, banqueiros e detentores do capital. É para isso que o Estado serve.

É impossível conciliar os interesses das classes, pois a burguesia quer explorar cada vez mais para lucrar e o proletariado luta para não ser explorado, enquanto a burguesia é a classe dominante e detentora do poder econômico, a classe trabalhadora é a explorada.

Assim foram todos os governos, tanto FHC com as privatizações realizadas em seu governo, tanto os governos do PT de Lula e Dilma, que tentava aparentar serem governos populares e de esquerda, mas que, como qualquer outro gerentes do Estado, serviram aos interesses do capital, aplicando, por exemplo, duas reformas da previdência no governo Lula e uma no de Dilma; a lei anti-terrorismo no governo Dilma para reprimir os movimentos sociais; e tantas outras medidas de favorecimento aos diversos setores capitalistas. Como o próprio Lula disse: “os ricos nunca lucraram tanto quanto em meu governo”. Assim também é no atual governo de Michel Temer, aplicando essa série de ataques.

O processo de resistência em curso.

Mas temos uma novidade no momento: um forte processo de resistência contra essas contrarreformas no país.

No dia internacional de luta das mulheres trabalhadoras foram milhares que marcharam contra o patriarcado, o machismo e essas “reformas” em vários países e em vários lugares do Brasil. No dia 15 de março ocorreram as maiores manifestações dos últimos anos, com várias categorias paralisando, como foi o caso de metroviários de São Paulo, que mesmo sob determinação da (in)Justiça de manter a frota durante os horários de pico, senão tomariam multa, fizeram greve de 24h.

Em todos os estados aconteceram grandes manifestações. Em São Paulo foram mais de 200.000 na Avenida Paulista. Rio de Janeiro cerca de 100 mil. Outros milhares em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte…

Um fato importante foi a participação da classe trabalhadora nessas lutas a partir de categorias, se organizando nos locais de trabalho e enfrentando o capital onde ele exerce a exploração. Soma- se a isso o fato de algumas categorias terem paralisado mesmo sem respaldo do sindicato, passando por cima de suas direções, como professores de escolas particulares e os garis do Rio de Janeiro, indicando que há muita disposição de luta da classe trabalhadora brasileira.

O dia 31 de março foi uma continuidade desse processo com mais manifestações em todo o país, em uma espécie de “esquenta” da Greve Geral marcada para o dia 28 de abril. E mais uma vez foram milhares em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre etc.

O papel da CUT e a presença do Lula nesse processo

Nesse processo a classe trabalhadora ainda tem que lidar com o papel traidor e criminoso das principais direções do movimento. No dia 15 de março, por exemplo, em categorias importantes como metalúrgicos do ABC (dirigida pela CUT) e de São Paulo (dirigida pela Força Sindical) houve pouca ou nenhuma atividade nesses dias. A presença da classe operária é fundamental para parar a produção de riquezas e mercadorias, por isso os sindicatos burocratas e pelegos tem medo de mobilizar esse setor da classe trabalhadora.

A CUT, que dirige a maioria dos sindicatos do país, tem cumprido o papel de impedir as lutas da classe trabalhadora, pois está aliada aos interesses do PT e do capital. A incorporação e participação nesse processo foi por conta da pressão da base das categorias em cima da direção e para não perder o controle sobre a base.

A Força Sindical nem é preciso dizer muito, pois seu principal dirigente – Paulinho da Força- faz parte da base governista na Câmara e apoiam a maior parte das contrarreformas.

Assim, as direções, empurradas pela base participam mas tentam a todo custo fazer algum tipo de manobra para evitar ao máximo a radicalização das lutas, já que o seu interesse não é derrubar as contrarreformas, mas sim negociar alguns pontos delas.

Isso se mostrou bem claro quando Lula subiu no carro de som da CUT na manifestação do dia 15 discursando contra a “reforma” de Temer e de Henrique Meirelles (seu ex-Ministro), querendo aparentar que também estava na luta, mas com o interesse de construir sua candidatura eleitoral usando o ato para isso. No entanto, “esquece” de mencionar em seu discurso que também aplicou duas reformas previdenciárias em seu governo, deixando claro que seu interesse não é o mesmo da classe trabalhadora, mas sim os interesses do capital.

O atual objetivo dessa Central é transformar todo o atual processo de resistência para uma campanha eleitoral de 2018 onde Lula participe com possibilidade de se eleger.

Mas já conhecemos essa história. O PT na gerência do Estado governou para o capital e contra os trabalhadores.

Preparar greve geral pela base

As centrais sindicais estão chamando conjuntamente um dia de Greve Geral para o dia 28 de abril. Apesar de ser uma data relativamente distante, é um dia importante que pode impulsionar e radicalizar a resistência da classe contra os ataques. Mas também sabemos que há ainda muito que preparar.

Para nós, nesse momento é importante que não esperemos as direções. A classe trabalhadora e a juventude podem e devem preparar a Greve Geral em cada local de trabalho, estudo e moradia, explicando para todos e todas o que é a “reforma” previdenciária e a trabalhista.

Por isso, precisamos criar comitês em cada local de estudo, trabalho e moradia para preparar esse dia de greve geral, discutindo e conscientizando a todos a importância da Greve Geral e de lutar contra os ataques da burguesia e do governo.

Essa greve precisa ser construída pela base, fazendo com que os trabalhadores e trabalhadoras passem por cima de suas direções pelegas, radicalizando as lutas sem cair no discurso do Lula e sua candidatura para 2018 e sem ficar na espera da CUT e demais entidades criminosas e traidoras para construir os processos de luta. Preparando pela base a greve geral é possível levar adiante e radicalizar a luta da classe trabalhadora contra as reformas de Temer a serviço do capital.

Por uma saída política dos trabalhadores e trabalhadoras

Os ataques aos trabalhadores só podem de fato serem superados com o fim do capitalismo. A essência do capitalismo é isso: explorar os pobres para que os ricos fiquem mais ricos.

Enquanto houver capitalismo e suas crises, os trabalhadores sempre serão os prejudicados, com cada vez mais exploração, mais precarização etc.

A depender do capitalismo (seja com Temer ou Lula) novas crises e novos ataques virão. Por isso é muito importante impedir a contrarreforma da previdência, a contrarreforma trabalhista e a terceirização, mas é preciso ir além: fazer uma revolução nesse país e que a classe trabalhadora se torne a classe dirigente e possa direcionar toda a riqueza produzida por ela para as necessidades da coletividade acabando com essa prisão da economia de mercado e com essa ditadura da burguesia.

Abaixo as contrarreformas!

Construir comitês para preparar a greve geral!

O Brasil precisa da Revolução Socialista!

Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional das Mulheres

O dia 08 de março traz consigo a memória da história de mulheres que se atreveram a reivindicar seus direitos quando só se via submissão das mulheres diante de toda a sociedade.

Há 160 atrás, no dia 08 de março de 1857, mulheres de muita força, que trabalhavam em várias fábricas e já faziam numerosas greves – por melhores condições de trabalho e demais direitos – presenciaram a morte de mais de 100 trabalhadoras incendiadas na mesma fábrica em que perderam grande parte de suas vidas trabalhando por migalhas.

Trabalhavam de 10 a 16 horas por dia, recebiam apenas 1/3 do que os homens recebiam, não tinham o direito de estudar, nem o direito de votar, eram contra o trabalho infantil e já acumulavam tudo isso com o trabalho doméstico (que não é pago).

Em 1910, num Congresso Internacional de Mulheres, as mulheres socialistas envolvidas com as lutas das mulheres operárias, que haviam dado a vida para exigir melhores condições de trabalho e direitos, propuseram o 08 de março como Dia Internacional da Mulher.

E as lutas não pararam por aí. Em 1917, há 100 anos, as operárias russas insistiram na greve e foram as primeiras a ganhar as ruas na Revolução de Fevereiro.

No Brasil as primeiras movimentações em prol dos nossos direitos por melhores condições de trabalho, qualidade de vida e igualdade de gênero começaram no século 20 com grupos anarquistas e socialistas.

Nossos objetivos e necessidades não foram nem de perto alcançados. Ainda enfrentamos uma sociedade imensamente machista e opressora. Ainda temos mulheres sendo violentadas e estupradas. Ainda somos, muitas vezes, submissas. Ainda presenciamos assassinatos de mulheres por seus ex-companheiros. Tem sido isso que o capitalismo tem reservado às mulheres.

Cabe a todas nós e toda a classe trabalhadora continuarmos essa luta por sobrevivência, contra todas as formas de violência à mulher, em prol de direitos e por uma sociedade justa.

A Greve Internacional de Mulheres e a necessidade da Greve Geral no Brasil (contra a Reforma da Previdência, a Reforma trabalhista e todos os ataques) caminham juntas! Lutar hoje e continuar lutando são necessidades, para derrotar todos os ataques aos nossos direitos, por novas conquistas e pelo fim do capitalismo!

Resistir e lutar contra a Reforma da Previdência

RESISTIR E LUTAR CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A PEC 287/2016 que institui o Desmonte da Previdência e da Seguridade Social somada a PEC 55 (ex PEC 241) , que reduz os gastos públicos como saúde e educação, são ataques em grande escala do governo Temer a serviço da burguesia contra a juventude, a população pobre e a classe trabalhadora em geral.

É notório que nos últimos anos tem ocorrido um questionamento cada vez mais intenso das instituições burguesas, resultando nas ocupações promovidas pelos secundaristas e que se alastrou aos diversos níveis do ensino público. Houve também o aumento significativo da repressão policial. Nesse contexto o governo institui por meio de uma Medida Provisória a Contrarreforma do Ensino Médio, que tem dentre os principais objetivos abrir caminho para iniciativa privada e inibir as mínimas possibilidades de pensamento critico em pró de um ensino tecnocrático.

A Previdência Social é parte de um tripé, junto com a Saúde e a Assistência Social que formam a Seguridade Social. Esse direito conquistado historicamente através de intensas lutas da classe trabalhadora também está na mira do Estado e patrões, para estes continuar mantendo a estrutura de exploração da sociedade.

Propagandas financiadas pelo governo argumentam: “Se não reformar, a previdência vai quebrar”. O governo Temer justifica a necessidade da Reforma da Previdência alegando um suposto “rombo”, que dentre outros fatores ignora 426 bilhões de divida previdenciária por empresas ao INSS, números levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Essa divida equivale a três vezes o valor do chamado déficit previdenciário em 2016. Ou seja, para manter o privilégio das grandes corporações devedoras, jogam a crise nas costas dos trabalhares e trabalhadoras. Ainda assim, esse argumento de “rombo” não passa de uma grande falácia construída pelo governo e pela grande mídia. Essa mentira do déficit só é possível realizando manobras já que o cálculo total mostra que não existe déficit, mas sim superávit. E foi essa a solução encontrada pelo governo: reduzir a discussão a previdência desconsiderando a Seguridade como todo – que tem superávits.

Dentre as regras propostas na Contrarreforma estão a padronização da idade mínima para requerer a aposentadoria aos 65 anos tanto para homens quanto para mulheres e independente da atividade ou profissão, aumento da contribuição mínima de 15 para 25 anos, a extinção da Aposentadoria Especial para professores/as da Educação Básica, a extinção da paridade entre servidores ativos e inativos e para receber 100% do benefício será necessário cumprir uma jornada de 49 anos, ou seja, levando em conta o desemprego e rotatividade do trabalho muitos morreram sem conseguir usufruir do beneficio

Desconsideração total no que diz respeito a diferenças de gênero e local de origem marcam o caráter repressivo da Contrarreforma. Por exemplo, no Maranhão onde a expectativa de vida é mais baixa (média de 69 anos) devido às condições de precariedade da saúde e saneamento básico, usufruíram pouco ou quase nada.

A idade mínima hoje para aposentadoria das mulheres é de 60 anos, com a Contrarreforma passaria para 65 equiparando com a dos homens. Sendo que numa sociedade patriarcal como a nossa as mulheres além do trabalho formal cumprem dupla, ou até mesmo tripla jornada de trabalhado informal com os afazeres domésticos.

Curiosamente os militares são os mais beneficiados nessa contrarreforma, não por acaso. Como sendo uma força de repressão do Estado, e o governo prevendo grande mobilização por conta dos ataques, privilegiam as forças de contenção contra as revoltas populares.

Querem nos fazer trabalhar até a morte. Só com a resistência e luta da juventude e da classe trabalhadora barraremos essa PEC que coloca todo um fardo criado pelo próprio Estado para beneficiar os empresários mantendo seus lucros exorbitante, enquanto a juventude carece de uma educação pública de qualidade e sofre com o desemprego estrutural.

Nós do Coletivo Primavera Socialista fazemos um chamado à juventude pobre e a população trabalhadora para buscarmos juntos formas de resistir a mais esse ataque do governo Temer e desde já organizando debates e construindo Comitês contra os ataques e pela Greve Geral.

Não à Contrarreforma da Previdência!

Não vamos trabalhar até morrer!

Não seremos geração perdida!

Comunidade escolar na luta contra o fechamento de salas em Santo André

Comunidade escolar na luta contra o fechamento de salas em Santo André

SP | O início das aulas na rede pública de São Paulo mostrou de imediato mais uma quantidade de ataques de Alckmin à Educação.

Estudante com vaga negada na escola mais próxima, professores desempregados, salas de aulas sem uso (mesmo com lista de espera) e outras superlotadas. É a reorganização que não aceitamos em 2015/2016.

Em várias escolas as salas estão com 47 alunos no Ensino Médio, carteiras pequenas e pouco espaço para o nosso tamanho.

Já nos primeiros dias alunos ficam no pátio em aula vaga por falta de professor. Foram mais de 15 mil demitidos.

A comunidade escolar (pais, alunos, professores) precisa estar unida. Não podemos aceitar isso! Aluno não pode ter vaga negada! Não pode ser transferido para local distante de casa sem querer! Contra as salas superlotadas!

– Exigimos das direções de escola o atendimento à lista de espera; abertura imediata de salas com até 25 alunos; exigimos das diretorias de ensino condições (de trabalho dos professores e de estudo dos alunos) para início do ano letivo! Contra Alckmin e destruição da Educação pública!

Você sabe porque existe feminismo?

Você sabe porque existe feminismo
31 de outubro de 2016: Panfleto – Você sabe porque existe feminismo?

Panfleto – Você sabe porque existe feminismo? (versão em pdf)

Por que a juventude e a classe trabalhadora devem lutar contra a Reforma do Ensino Médio?

Por que a juventude e a classe trabalhadora devem lutar contra a Reforma do Ensino Médio
3 de outubro de 2016: Atividade aberta – Porque a juventude e a classe trabalhadora devem lutar contra a Reforma do Ensino Médio?

Atividade aberta – Porque a juventude e a classe trabalhadora devem lutar contra a Reforma do Ensino Médio? (versão em pdf)