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Depois da vitoriosa greve geral, quais os desafios?

Depois da vitoriosa greve geral, quais os desafios?

A Greve Geral do dia 28.04, contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, expressou a intensa vontade e potencial de luta do conjunto da população trabalhadora. A classe trabalhadora e a juventude em cena demonstraram a possibilidade concreta de derrotar Temer e as nefastas reformas do capital que destruirão ainda mais as nossas condições de vida já precárias.

Essa greve foi fundamental para mostrar a força da classe trabalhadora organizada, que usando seus históricos métodos de luta, os piquetes, barricadas e trancamento de grandes vias, parando a produção e a circulação de mercadorias, mostrou aos patrões e banqueiros quem é quem produz e quem faz a sociedade funcionar.

Como avançar o nível de mobilização, consciência e organização da classe trabalhadora? Quais os desafios e às saídas possíveis? Venha discutir com a gente!

Após o debate teremos um Sarau/Tributo a Belchior (um dos maiores poetas brasileiros que usou a música para criticar o capital), além de comes e bebes a preços camaradas. Tragam poesias, batuques e instrumentos musicais.

Convocam essa atividade:
Espaço Socialista
Coletivo Primavera Socialista

Comunidade escolar na luta contra o fechamento de salas em Santo André

Comunidade escolar na luta contra o fechamento de salas em Santo André

SP | O início das aulas na rede pública de São Paulo mostrou de imediato mais uma quantidade de ataques de Alckmin à Educação.

Estudante com vaga negada na escola mais próxima, professores desempregados, salas de aulas sem uso (mesmo com lista de espera) e outras superlotadas. É a reorganização que não aceitamos em 2015/2016.

Em várias escolas as salas estão com 47 alunos no Ensino Médio, carteiras pequenas e pouco espaço para o nosso tamanho.

Já nos primeiros dias alunos ficam no pátio em aula vaga por falta de professor. Foram mais de 15 mil demitidos.

A comunidade escolar (pais, alunos, professores) precisa estar unida. Não podemos aceitar isso! Aluno não pode ter vaga negada! Não pode ser transferido para local distante de casa sem querer! Contra as salas superlotadas!

– Exigimos das direções de escola o atendimento à lista de espera; abertura imediata de salas com até 25 alunos; exigimos das diretorias de ensino condições (de trabalho dos professores e de estudo dos alunos) para início do ano letivo! Contra Alckmin e destruição da Educação pública!

Você sabe porque existe feminismo?

Você sabe porque existe feminismo
31 de outubro de 2016: Panfleto – Você sabe porque existe feminismo?

Panfleto – Você sabe porque existe feminismo? (versão em pdf)

Sobre as eleições municipais de 2016

SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2016

2016-09-24 sobre as eleições municipais de 2016
Primeiramente, eleição é farsa.

Enquanto houver Estado a “democracia” sempre será uma ditadura, pois o poder político será exercido por uma classe. Por isso que essa “democracia” em que vivemos é na realidade uma ditadura: a ditadura da burguesia (dos proprietários e patrões) que para se sustentar e continuar com a exploração, a fome, a miséria, a desigualdade e a barbárie precisa de um forte aparato repressor para reprimir qualquer tentativa de revolta da classe trabalhadora e da maioria da população.

O aparato repressor da classe dominante é formado por várias instituições: o parlamento, o judiciário, a polícia, além da grande mídia que faz parte do aparato ideológico.

Com seu aparato, principalmente o ideológico, a classe dominante consegue vender suas ideias como sendo as ideias de todas as pessoas, em outras palavras, tenta passar suas ideias como sendo “neutras” de modo que possam parecer ser tanto da classe dominante quanto da classe trabalhadora.

Assim, quem escolhe o político parasita que irá gerenciar a cidade pelos próximos 4 anos é a classe dominante (os proprietários, empresários etc.). Antes mesmo das eleições ocorrerem, já se sabe quem ganhará: quem garantir a sustentação do regime de exploração e opressão capitalista e que, para tanto, melhor souber enganar a classe trabalhadora. Os políticos parasitas e as siglas podem até mudar, mas a barbárie continua. Esse é o circo eleitoral em que vivemos. Portanto, essa democracia não nos serve.

Isso, no entanto, tem várias contradições, pois embora o conjunto da classe trabalhadora não perceba que vive numa ditadura dos patrões e não se organize para derrotá-la, por outro lado, também percebe como essa democracia não serve aos seus interesses.

Hoje, diante do acirramento da crise do sistema político-partidário representativo o que se vê é uma ampla campanha da classe dominante vendendo a ditadura dos patrões como sendo “a democracia”, já nem é mais um modelo de democracia, mas “a democracia”.

Por isso os revolucionários devem sempre lembrar que o parlamento só serve aos interesses do capital. Sem o capital não tem necessidade de haver parlamento já que a própria classe trabalhadora controlará em todos os aspectos a produção, a economia e a política. Esse é um dos motivos pelos quais não nos iludimos com qualquer tentativa de conquistas por meio do parlamento e nem com falsas promessas oportunistas.

COMO AVANÇAR NA CONSCIÊNCIA E NA ORGANIZAÇÃO?

Para os marxistas a (não) participação nas eleições não é um princípio, aliás, é justamente por isso que a cada eleição fazemos o debate para saber quais serão nossas posições diante das mesmas. O boicote ou voto nulo são algumas das possibilidades, mas tê-los como princípio é contrariar a história do movimento comunista.

Na atual conjuntura de crise do projeto de colaboração de classes encabeçado pelo PT/PCdoB e do avanço da direita, boa parte das/os trabalhadoras/es tem votado em candidaturas de direita como DEM/PSDB/PMDB etc., outra parte ainda tem alguma ilusão de que PT/PCdoB defendem interesses das/os trabalhadoras/es. Essas siglas com o discurso de que foram “eleitas democraticamente pelo povo brasileiro” passam a atacar a classe trabalhadora com seus ajustes e cortes de direitos mínimos que foram conquistados com muita luta.

Como dissemos, os patrões vendem sua ideologia como sendo a ideologia de todos. Assim, em determinados momentos, votar em uma candidatura de esquerda pode significar uma negação da ideologia da classe dominante, uma negação dos partidos da classe dominante. Esse tipo de voto não significa possuir ilusão de que tal candidatura sendo eleita a vida da classe iria mudar, pois jamais haverá mudança de fato para a classe trabalhadora vindas do parlamento, sobretudo na época em que vivemos de crise estrutural e de aprofundamento da barbárie do capital.

Só a luta nos locais de trabalho, de estudo, de moradia e nas ruas poderá arrancar conquistas para a classe trabalhadora e para a juventude. Assim sendo, apoiar algum partido de esquerda nas eleições não necessariamente significa legitimar a farsa eleitoral, mas pode ser uma tentativa de ganhar a consciência da classe trabalhadora para o fortalecimento de ideias de esquerda. No entanto, qualquer partido de esquerda que se limita a propaganda de governo menos pior e não carrega a propaganda revolucionária de construção do socialismo, que demonstre que o sistema atual não nos serve entrega-se a adaptação parlamentar.

Vale ressaltar que há uma enorme diferença entre fazer uma propaganda de que esse sistema não nos serve e propriamente em destruí-lo, afinal de contas não fazemos política de acordo com os nossos desejos, ou seja, tomando em consideração apenas nosso desenvolvimento político, teórico e ideológico, mas de acordo com a realidade objetiva e a necessidade e consciência do conjunto da classe trabalhadora.

E o Estado, bem como o parlamento, é fruto do desenvolvimento histórico da sociedade de classes e só poderá ser extinto com a imposição do projeto socialista, portanto, com a ação da classe operária, isto é, não depende de uma vanguarda de ativistas, mas da ação da classe. É por isso que os comunistas discutem a participação nas eleições, não como forma de atuação orgânica no parlamento, mas como forma de propaganda revolucionária, para contribuir com o fim das ilusões na democracia dos patrões, desmascarar as leis, enfraquecer o aparato dos patrões, principalmente para desenvolver a consciência de classe das/os trabalhadoras/es e trazer de volta a necessária luta pela construção do socialismo.

É importante que o conjunto da classe perca também as ilusões no parlamento dos patrões, mas, infelizmente, ainda não temos como chamar o boicote à farsa eleitoral, pois em nada avançaremos com uma ação de poucos, no momento em que a direita tem ampliado suas ideias a partir dos partidos conservadores e reacionários. É necessário ampliar nossas ideias e também nossas ações coletivas de enfrentamento.

Aqui é importante delimitar o que caracteriza um partido como eleitoreiro. O fato de um partido ser legalizado não significa necessariamente que ele é eleitoreiro. O que vai demonstrar isso é sua prática. Um partido eleitoreiro é um partido que possui ilusões com o parlamento dos patrões, como o PT, o PCdoB, o Psol e tantos outros. Partidos que têm a presença no parlamento como uma de suas políticas centrais e para isso faz até mesmo coligações com partidos da classe dominante.

CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGUMAS SIGLAS NESTAS ELEIÇÕES:

O PT mantêm coligações bem como alianças e conciliações com seus aliados históricos. O PCdoB é coerente com sua política oportunista e stalinista, portanto, não há surpresas com suas alianças.

O Psol tem como política ser um polo aglutinador das forças progressistas. Por forças progressistas o Psol inclui até mesmo DEM, PSDB, PP, PMDB, PSB, PDT, entre outras siglas que o Psol está coligado nestas eleições em dezenas de municípios brasileiros. O que é no mínimo deplorável quando percebemos que muitos militantes que romperam com o projeto lulo-petista acabam contribuindo para o mesmo processo que ocorreu com o PT, de alianças com partidos da classe dominante.

O PCB não está lançando candidaturas próprias e ao se coligar com o Psol, tendo em vista o papel nefasto que esse partido tem cumprido, impede qualquer possibilidade de apoio por nossa parte.

O PCO, por um lado lança candidaturas próprias/isoladas, assim como faz o PSTU, mas, por outro lado, abandonou bandeiras e reivindicações históricas da classe operária para lutar em defesa da “democracia” que legítima todas as atrocidades pelas quais sofremos diariamente e defender a gerência do Estado por parte do PT/PCdoB. A principal palavra de ordem do PCO nas eleições, que antes era “quem bate cartão não vota em patrão”, agora é “vote e lute contra o golpe” evidenciando o processo pelo qual esse partido vem passando e que, inclusive, gerou diversas dissidências.

EXISTE ALGUM PARTIDO QUE PODERÍAMOS APOIAR?

Entre todos os partidos legalizados o único que nunca recebeu contribuição dos patrões, tem independência de classe (inclusive não se coligando com partidos da classe dominante) e possui um programa de ruptura com o capitalismo é o PSTU.

Reconhecemos que o PSTU foi também o único partido de esquerda legalizado a não lamentar a queda do PT/PCdoB e se manteve antigovernista diante de todos os ataques feitos pela gerência lulo-petista. Entendemos ainda que o PSTU é o partido que possui mais candidaturas operárias e negras e um dos que mais possui candidaturas de mulheres e LGBTs e que se mantém nas lutas contra os ataques à classe trabalhadora e a juventude.

Nesse sentido, mesmo tendo divergências, resolvemos apoiar o PSTU criticamente. O apoio crítico ao PSTU está mais alinhado com a política que defendemos e, sobretudo, com a revolta geral da classe trabalhadora diante da corrupção e do projeto de conciliação de classes encabeçado pelo PT/PCdoB. Apoiamos criticamente porque temos muitas divergências, por exemplo, em relação ao chamado de eleições gerais e de fora todos eles. Onde não houver candidatura do PSTU, nosso voto será nulo.

Nós compreendemos que eleições gerais não é uma alternativa para a classe trabalhadora, pois uma possível eleição agora facilitaria o processo para a classe dominante se unificar e ser eleita/legitimada nas urnas e, como disse Marx, “volta a velha merda”.

Isso se soma ao fato de que hoje a gerência de turno de Temer não tem o argumento de legitimidade, como tinha a gerência de turno de Dilma. Assim, com uma possível vitória em eleições gerais, diferentes siglas de partidos da classe dominante com um discurso de que foram eleitos democraticamente e, portanto, com legitimidade, atacariam ainda mais a classe trabalhadora.

Outra divergência que temos é em relação ao “Fora todos eles!”. Essa divergência parece ser política e teórica, mas expressa bem como compreendemos a realidade e o papel dos revolucionários nas lutas de classes. Várias organizações de esquerda (nesse caso, trotskysta, como o PSTU) ao reduzir a crise da humanidade à crise de direção, no geral, produzem políticas no sentido de se colocarem como direção. Acreditam que se sua Organização for a direção então o problema estará resolvido. Isso também implica, muitas vezes, numa certa prepotência pois acreditam que têm o verdadeiro programa revolucionário. Portanto, o movimento deve segui-las ou, neste caso do “fora” compreende-se que supostamente tirando/trocando os “políticos reacionários do Congresso” os problemas estarão resolvidos. Veja que na essência essa política, como a do Fora Temer, coloca o problema na pessoa e não no capital, não nos proprietários e patrões.

Antes mesmo de boa parte da esquerda reivindicar eleições gerais, há pelo menos um ano, nós do Coletivo Primavera Socialista estamos fazendo uma propaganda de que “Nossas urgências não cabem nas urnas!” e incentivando o justo ódio contra os gerentes do Estado. Junto com isso tentando organizar a revolta coletiva e discutindo que alternativas como Eleições Gerais, Diretas Já, Assembleia Constituinte etc. não são saídas para a classe trabalhadora.

Nós do Coletivo Primavera Socialista temos como uma das políticas centrais contribuir para o desenvolvimento de uma consciência crítica e socialista da classe trabalhadora e da juventude. Assim, nossas posições sempre vão no sentido de fazer com que as/os trabalhadoras/es percebam que temos interesses opostos aos interesses dos patrões e, principalmente, que não precisamos dos patrões, pois é classe trabalhadora que produz e que faz a sociedade funcionar.

Também é nesse sentido que compreendemos que construir e participar da luta contra os ataques é a principal tarefa, pois assim conseguimos avançar significativamente na possibilidade concreta de derrotar os ataques e ao mesmo tempo no desenvolvimento da consciência de classe, de modo que seja possível lutar não só contra o governo, mas contra o próprio sistema baseado no capital. E é esse o centro de uma política revolucionária na atual conjuntura. Ou seja, está para além de “Fora Temer”, “Fora Dilma” ou até mesmo do “Fora todos eles” na medida em que percebemos que essas bandeiras como política central significa, na conjuntura que vivemos, substituí-los por outra gerência de turno dos patrões.

Essa tarefa de luta contra os ataques promovidos pelos patrões, pelos governos e pela direita implica em denunciar todos que atacam as/os trabalhadoras/es e em organizar a luta para que, através dela, sobretudo da ação direta (greves, piquetes, ocupações, manifestações etc.), possamos derrotar os ataques, o governo e os patrões, construindo a saída da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre para a transformação dessa sociedade injusta e à construção da revolução socialista. É por isso que militamos nos locais que estamos e construímos plenárias de base (como a Plenária Popular de jovens e trabalhadores) para unificar essas lutas.

Contra a patronal e o governo do capital é importante a construção de uma Greve Geral, a qual poderá colocar a classe operária em cena e derrotar os ataques, os governos, avançar na consciência e na organização da classe trabalhadora e, inclusive, mostrar para todos e todas que o poder está na capacidade de parar a produção e não em eleger ou delegar as decisões políticas e econômicas para parasitas eleitos de tempos em tempos.

Afinal de contas, política se faz nas ruas, nos locais de trabalho, de estudo e de moradia, construindo a luta coletiva pelos interesses da classe trabalhadora.

Reafirmamos que o voto crítico no PSTU tem um sentido simbólico de fortalecimento da esquerda revolucionária na atual conjuntura de crescimento da direita, apenas. Simbólico porque o PSTU não tem condições algumas de ser eleito. Como expomos acima, não nos iludimos com a democracia dos patrões e compreendemos que as eleições não passam de uma farsa e que, portanto, o papel dos revolucionários é única e exclusivamente denunciá-la no sentido de fazer uma propaganda revolucionária que contribua com o desenvolvimento da consciência de classe na luta contra os patrões e seus fantoches.

Todo voto é nulo na medida em que só com a nossa luta é que mudamos nossa vida e a vida da nossa classe. Não delegamos nossa capacidade de luta e conquistas para ninguém.

Coletivo Primavera Socialista-SP
São Paulo, setembro de 2016.
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Posição aprovada na II Plenária Estadual do Coletivo Primavera Socialista em São Paulo, no dia 6 de setembro de 2016.

A luta para o combate ao retrocesso e ao oportunismo na FSA

A LUTA PARA O COMBATE AO RETROCESSO E AO OPORTUNISMO – FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ (FSA)

A FAFIL (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação Santo André) está em período de campanha para a eleição do Diretório Acadêmico, que ocorrerá nos dias 15, 16 e 17 de setembro.

São mais de R$ 15 bilhões cortados da Educação entre os governos Dilma e Temer, que se refletem diretamente no corte de bolsas, do Fies, etc. E a Fundação Santo André ainda tem o agravante da dívida de R$ 28 milhões da Prefeitura de Santo André mantida no governo Grana.

Tudo isso impede ou dificulta a nossa permanência na faculdade até a conclusão do curso, pois esses cortes de verbas são repassados para o aumento dos valores das mensalidades, num momento em que contamos também com altos índices de desemprego entre nós.

O Coletivo Primavera Socialista compõe a atual gestão do Diretório do Diretório Acadêmico Honestino Guimarães por sua trajetória histórica e pudemos acompanhar cotidianamente como esses problemas afetam a vida das/os estudantes.

Buscamos incessantemente o diálogo com intervenções pautadas na camaradagem e no respeito militante e impulsionamos a luta contra esses cortes e contra a Reitoria que os aplica sem tomar medidas favoráveis às/aos estudantes e que contribuem para o fim da FSA como autarquia pública (cargos comissionados, altas mensalidades, fechamento de cursos, etc.). E entendemos que essa luta tem que continuar e se fortalecer.

Dessa forma, com os cortes e a intensificação dos ataques à Educação realizados pelos governos (municipal, estadual e federal) também precisamos intensificar a organização dos estudantes e as nossas lutas para garantirmos a nossa permanência e a existência da FSA com qualidade e gratuidade.
É nesse sentido que estamos construindo a Chapa Lute! para participarmos dessa próxima eleição do Diretório Acadêmico.

O QUE DEFENDEMOS DE IMEDIATO PARA A FSA A FIM DE GARANTIR A PERMANÊNCIA DAS/OS ESTUDANTES

– Intensificação da Cobrança dos 28 milhões devidos pela prefeitura de Santo André. Queremos uma FSA com qualidade de ensino, gratuidade e que garanta a permanência estudantil! Garantia de rematrícula a todas/os inadimplentes!
– Queremos imediata volta da subvenção municipal até que possamos ser campus da UFABC com a Federalização! Redução das mensalidades já!
– Exigimos incentivo às bolsas (municipal, pibid e retorno da Sabina)! Não aceitamos os cortes!
– Imediata redução de preço dos alimentos da cantina! Vale Refeição Estudantil já! Implantação de bandejão com preços acessíveis aos estudantes!
– Nenhuma desistência! Pelo direito à conclusão do curso! Pelo direito aos estudos!
– Por uma FSA pública, gratuita, de qualidade e que atenda as necessidades humanas!

DUAS CHAPAS ESTÃO DISPUTANDO AS ELEIÇÕES DO DIRETÓRIO ACADÊMICO, NÃO AO RETROCESSO!

Além da Chapa Lute!, que estamos construindo, uma outra chapa irá participar da eleição do Diretório Acadêmico.

Essa chapa tem o apoio da UNE e da Juventude do PT. Nós, do Coletivo Primavera Socialista, sabemos bem o que eles querem.

A luta pela gratuidade e federalização da FSA vem desde a década de 1990. E no começo deste ano houve um movimento de estudantes e alguns professores para cobrar da Prefeitura de Santo André a dívida dos R$ 28 milhões e a volta da subvenção. O Prefeito Carlos Grana (PT) ficou “queimado na fita”, pois não tem compromisso com a Educação pública e sequer assina algum tipo de documento oficial que garanta as nossas reivindicações. Muito pelo contrário, como sempre, faz promessas, seguindo o jeito petista de governar, mas aplica todos os cortes de verbas para a Educação e para a FSA mostrando exatamente para quem governa.

Entendemos que a chapa apoiada pela UNE e por alguns professores, formada em conjunto com a Juventude do PT pode apresentar as mais diversas propostas e os mais diversos discursos, mas o que realmente fará é estagnar ou paralisar o movimento de cobrança dos R$ 28 milhões, da subvenção, da gratuidade e federalização da FSA. Será a porta-voz do prefeito do PT e de seus aliados no DA Honestino Guimarães.

Na história de luta desse Diretório Acadêmico houve muito enfrentamento a esses setores governistas, como também aos setores reacionários que sempre insistiram em transformar a Educação em mercadoria cortando as verbas e transferindo o sustento da FSA para as mensalidades, o que vem contribuindo para excluir muitas/os estudantes, inclusive, impossibilitando a rematrícula de inadimplentes. Não podemos aceitar esse retrocesso!

A FORMAÇÃO DA CHAPA LUTE! E A NECESSIDADE DE FORTALECERMOS A LUTA

A Chapa Lute! foi formada com independência de governos (com o Coletivo Primavera Socialista, Enfrentamento, Faísca e estudantes independentes) e por setores que reivindicam uma FSA pública, gratuita e de qualidade.

Sabemos que não é fácil nos unir, embora a realidade da luta exija isso. Mas, respeitando a diversidade de ideias e a importância de debates no ambiente acadêmico, que contribuam para a construção de uma universidade humana voltada para os interesses humanos e não do lucro, fazemos nossos esforços para avançarmos na luta e no fortalecimento das/dos estudantes.

Dessa forma, apresentamos também as nossas diferenças com os componentes da Chapa, especialmente do Faísca (Juventude do MRT), pois encontramos sérias dificuldades em atuar conjuntamente no cotidiano com esse coletivo.

Já no processo eleitoral anterior fomos acusados, por essa organização, de sermos igual à chapa de direita/da Reitoria. Isso ignorava completamente o nosso programa e demonstrava total erro de análise e caracterização, pois essa outra chapa defendia até parceria com empresas o que estava em plena consonância com os governos citados. Enquanto, durante todo esse período, defendemos a independência do movimento estudantil frente aos governos.

Sempre defendemos uma gestão do DAHG com reuniões abertas, para impulsionarmos e não burocratizarmos a participação de estudantes, tendo cada estudante voz e voto nas reuniões. O que já faz parte do Estatuto, independente da proposta de proporcionalidade na direção, pois todos/as estudantes são membros. No entanto, sempre que os membros do MRT e Faísca compareciam buscavam implodir as reuniões quase impedindo-as de acontecer, mesmo em momentos extremamente importantes.

Às vezes adotavam a prática de fazer uma infindável lista de propostas que resultavam em muitas tarefas, que jamais seriam cumpridas pelos proponentes. Ou ainda faziam várias falas (longas e repetitivas) utilizando boa parte do tempo da reunião até que num certo horário se esvaziasse, às vezes sem termos deliberado nada.

Compreendemos que essas práticas estão totalmente de acordo com as concepções dessas organizações (MRT e Faísca), de como entendem a relação com os movimentos de luta e a necessidade de dirigirem e impor posições. Mas, não podemos aceitar que contribuam para que gestões de entidades de luta, como DAHG, fiquem estagnadas e sejam acusadas de não lutar e de não se colocar como alternativa de luta dos estudantes.

Essa prática é bem perversa, pois enfraquece as/os ativistas, a luta e não possibilita a construção da tão desejada unidade da esquerda no cotidiano das lutas. Não podemos aceitar a fragilização do movimento em detrimento da construção da própria corrente, prática testada por várias organizações durante anos e que não contribuiu para o fortalecimento da esquerda e da militância nos locais de estudo. Não concordamos com práticas oportunistas!

UNIFICAÇÃO COM FAÍSCA/MRT NOS 45 DO SEGUNDO TEMPO

Embora tenhamos certeza das diferenças políticas existentes na esquerda referentes à análise da realidade e aos caminhos que precisam ser percorridos para a transformação radical dessa sociedade e também das diferentes saídas apontadas na atual conjuntura em relação aos últimos governos, o Coletivo Primavera Socialista não busca impor posições e sim construir o movimento na luta.

Como dissemos não concordamos, entre nós, com métodos oportunistas e tão pouco agressivos, isso existe lá entre os senhores!

Mas, ainda assim, decidimos participar da união entre essas forças (Enfrentamento, Faísca/MRT e independentes) para fortalecermos a luta das/os estudantes e derrotar a chapa composta por petistas, UNE/PCdoB, Reitoria e Prefeitura.

Dessa forma, apesar de termos vários e sérios problemas com Faísca/MRT entendemos que são problemas menores do que os encontrados com o PT /UNE/PCdoB, que buscam estagnar a luta e apoiam as ações da Reitoria/Prefeitura.

Organizar a luta por uma Fundação Santo André pública, gratuita, de qualidade e que atenda as necessidades humanas e as comunidades da região do ABC é a pauta primeira do Coletivo Primavera Socialista para essas eleições.

Participar, construir e fortalecer a luta por essa conquista é necessidade de todos/as que lutam pela Educação pública!

Porque somos contra a Olimpíada

Porque somos contra a Olimpíada
2 de agosto de 2016: Panfleto – Porque somos contra as Olimpíadas

Porque somos contra a Olimpíada (versão em pdf)

A atual conjuntura e a FSA (Fundação Santo André)

A Atual Conjuntura e a FSA (Fundação Santo André)

Lutar contra os cortes e por outro projeto de sociedade

Um amplo setor de ativistas nesse momento se encontra nas ruas se movimentando pelo Fora Temer ou Volta Dilma, Eleições Gerais ou Assembleia Constituinte, por esse motivo deixamos nesse texto nossa análise de conjuntura e nossa posição diante desse cenário.

Era esperado o impeachment de Dilma, pois mesmo colocando em prática a política do PT, de conciliação de classes, não agradava 100% a classe dominante. Então, a saída, do ponto de vista dos capitalistas, foi colocar alguém que apressasse todos os cortes e ataques para atender de imediato seus interesses, no caso, o Temer.

Vivemos um período de crise e para que a classe dominante continue mantendo seus privilégios e lucros tem de tirar verbas dos serviços públicos, cortar direitos básicos e trabalhistas, além de forçar a aprovação de leis contra as manifestações.
A própria Dilma já vinha realizando esses cortes, ataques e privatizações, como pudemos acompanhar com as mudanças no Seguro Desemprego e Abono Salarial (PIS); com o aumento da idade para aposentadoria (Previdência Social), os cortes de mais de R$ 10,5 bilhões da Educação (Ministério da Educação) e a aprovação da lei antiterrorismo.

Tanto é assim, que mesmo no seu último dia de governo, Dilma ainda assinou ajustes e medidas (ou cortes e ataques) contra estudantes e trabalhadores/as: o fim da Bolsa Permanência nas universidades públicas para alunos/as de baixa renda; aumento de 237,5% na prestação do Minha Casa Minha Vida para a faixa que engloba as pessoas mais pobres no programa; oficialização da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que irá acarretar o extermínio de ecossistemas e de populações indígenas; aprovação da Lei Geral das Olimpíadas, que basicamente servirá para perseguir manifestantes contra o evento, como foi feito durante a Copa do Mundo.

E o projeto que Temer vem executando de cortes e ataques não é diferente desse de Dilma, só que será aplicado de forma mais acelerada.

Como já dissemos, alguém teria que executar logo tudo isso para que a classe dominante, mesmo diante da crise mundial, mantenha seus lucros e a intensa exploração enquanto estudantes e trabalhadores/as estejam sofrendo tão intensamente as consequências da crise.

Fortalecer a luta sem criar confusão ou ilusão
Entendemos que a necessidade do impeachment já foi expressão do avanço reacionário e conservador que já vinha ocorrendo e que busca pautar e impor cortes e ataques sem dialogar com movimentos sociais ou sindicatos, mesmo que esses diálogos estejam subordinados ao governo.

Lembrando que se o impeachment for aprovado ou não Dilma/PT vão continuar com as mesmas alianças, inclusive como partidos reacionários, como o próprio PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), PP (Partido Progressista), PSC (Partido Social Cristão), etc., que sempre buscaram aprovar leis machistas, homofóbicas e racistas.

Portanto, não entendemos que devemos estar nas ruas pelo Volta Dilma/Fora Temer com o fundamento de que Temer é pior que Dilma. Ficar nesse nível de manifestação é abrir mão de nossas lutas durante esse governo e se manter dependente do PT. Também não defendemos o governo Temer, porque não defendemos nenhum projeto burguês para o país.

Também não acreditamos em alternativas como Eleições Gerais e Assembleia Constituinte, porque ambas reforçam o regime burguês de falsa democracia e seu parlamento. Acreditamos que nós, ativistas de esquerda, somos agentes históricos de transformação, isto é, lutamos para transformar essa realidade e não para manter as formas de funcionamento que fortalecem os capitalistas.

O que temos que fazer agora, mais necessário que em períodos anteriores, é dialogar cada vez mais com a classe trabalhadora, com estudantes da classe trabalhadora intensificando as lutas em nossos locais de estudo, trabalho e moradia contra os cortes, contra os ataques e construindo um projeto que siga no sentido de superação do sistema capitalista.

Não temos como dar soluções imediatas, pois não se constrói assim de hora pra outra uma alternativa da juventude pobre e de trabalhadores/as.

Por isso, convidamos os/as trabalhadores/as, estudantes, os camaradas de outras correntes organizações e coletivos e ativistas para contribuir com a construção dessa alternativa juntos/as com um programa e ações conjuntas entre trabalhadores/as e estudantes.

A Fundação Santo André nessa conjuntura nacional
Como foi afirmado diversas vezes e mais uma vez é necessário dizer que a Fundação Santo André foi instituída por uma lei municipal, com o objetivo de atender os trabalhadores da região do ABC, contribuindo com o desenvolvimento sócioeconômico da região. Para mantê-la financeiramente a Prefeitura fazia investimento, com o tempo a FSA começou cobrar mensalidade, mas não era de grande valor, e ainda assim a Prefeitura fazia investimento. Enfim, os/as trabalhadores/as da região mesmo com mensalidade conseguiam manter seus estudos.

Desde 2004 a Prefeitura de Santo André parou de fazer o investimento na FSA através do subsídio que fazia e com o passar do tempo as mensalidades foram aumentando. Depois teve reitoria que fez com que a FSA ficasse com uma enorme dívida, isso tudo dificultou para os/as trabalhadores/as estudarem nessa instituição.

No começo do ano de 2016 professores puxaram o movimento para cobrar os 28 milhões que a Prefeitura deve à FSA. A Prefeitura se nega a pagar e, inclusive, responde que só pagará se a FSA provar que a Prefeitura deve.

A Prefeitura não reconhece que deve fazer investimentos na FSA, mas pode decidir quem vai ser o Reitor e ainda tem cadeiras no CONDIR – Conselho Diretor, conselho da FSA que decide os rumos financeiros da FSA.

O Prefeito de Santo André (Grana – PT) é do mesmo partido de Dilma, e à medida que Dilma realizou cortes na Educação e direitos dos/das trabalhadores/as a Prefeitura se recusa a subsidiar a FSA, o que contribui para que muitos alunos desistam de estudar por conta dos vários aumentos de mensalidades e a inadimplência e que os/as trabalhadores/as tenham dificuldades de estudar na FSA.

A atuação do PT no país não só atinge a Educação nas escolas básicas (de nível fundamental e médio), universidade federais, mas atinge a FSA também. Enquanto isso um grande setor da esquerda fica defendendo o “volta Dilma”, inclusive só se discutindo isso na FSA e abandonando as pautas locais, ao invés de também fortalecer a luta de estudantes pela permanência dos/das trabalhadores/as na FSA. Realmente é muito contraditório defender PT diante de todos os cortes e ajustes. Como é inadmissível defender o governo Temer dá continuidade nesse mesmo projeto para o país.

Nós do Coletivo Primavera Socialista defendemos que a Prefeitura pague o que deve, os 28 milhões, retorne os subsídios, aumente as Bolsa Municipal para os munícipes. Exigimos da reitoria o aumento da bolsa de financiamento interno e a diminuição de salários de cargos privilegiados. Sabemos que essas medidas mais imediatas ainda não resolverão e por isso lutamos também pela Federalização da FSA, ou seja, que se torne campus da Universidade Federal do ABC.

Retomar a luta por uma FSA pública, gratuita e de qualidade nessa conjuntura é imprescindível para construirmos também a nossa história em meio a toda essa situação de crise no país imposta pela necessidade do lucro dos capitalistas.

Nota sobre os casos de violência sexual na Universidade Federal do ABC (UFABC)

Nota sobre os casos de violência sexual na Universidade Federal do ABC (UFABC)

Não mexe comigo que eu não ando só!

Em um período de crise e retrocesso de conquistas em que as forças conservadoras e reacionárias buscam fazer com que as mulheres façam o caminho de volta ao lar para frear suas lutas e
reduzir o impacto do desemprego entre os homens, os níveis de opressão e violência contra as mulheres aumentam ainda mais, das mais variadas formas e nos mais variados lugares.
E isso tem acontecido, inclusive, nas universidades brasileiras. A conivência dos governos tanto federal quanto estadual, que se expressa através dos cortes de verbas das políticas públicas para mulheres, conta ainda com a falta de investimentos nos aspectos pedagógicos para formação dos profissionais no lidar com situações como essas.
As denúncias têm sido corriqueiras e são inúmeros os casos de racismo, homofobia e machismo existentes nesse ambiente, expressando bem o contexto social que vivemos.
Nesse momento, nos deparamos com a grave situação das estudantes e funcionárias da Universidade Federal do ABC (UFABC), diante de casos de estupro no entorno dos campi que contaram com total descaso da Reitoria e do poder público.
Na última semana, uma estudante foi violentamente atacada por cerca de 40 minutos com uma faca no pescoço, próximo do portão da universidade. Ao conseguir se livrar do criminoso e buscar socorro perante a guarda universitária foi humilhada e considerada drogada. Além disso, com a aproximação do estuprador ao local não se garantiu a segurança e os cuidados
necessários à estudante estuprada e negou-se a chamar a polícia.
A Reitoria pressionada publicamente publicou nota, no entanto, não tomou medidas concretas para a redução dos casos de opressão. Tanto é assim que somente publicaram nota sobre os recentes casos de violência sexual depois desse último caso, que teve ampla repercussão nas redes sociais e na mídia, no entanto, já haviam ocorrido pelo menos outros 6 casos no entorno dos campi em menos de 2 semanas.
Outro caso que mostra a omissão por parte da Reitoria é que durante muito tempo um trabalhador da construção civil na universidade ficava assediando e se masturbando para as estudantes. A Reitoria não tomou nenhuma medida para solucionar esse caso, que só teve fim quando foi publicado na mídia.
A Reitoria também se omite diante de casos de abuso de
poder por parte da GCM (Guarda Civil Metropolitana) dentro do campus da universidade. Não foi a primeira vez que o despreparo
das equipes foi notificado. Em 2015 quando ocorreram diversas pichações racistas nos banheiros do campus São Bernardo, funcionários destruíram as provas apagando-as, assim como os policiais fizeram agora, devolvendo as provas (alguns pertences que estavam no carro da vítima) para o próprio estuprador e orientando a vítima a não registrar Boletim de Ocorrência.
Esse caso é um exemplo claro de como a polícia (enquanto corporação) existe apenas para proteger a propriedade privada e não a integridade dos seres humanos. As universidades precisam adotar imediatas medidas para estancar e coibir o avanço da violência em seus espaços.
No entanto, tem sido necessária e constante a luta da Comissão de Mobilização Contra a Violência Sexual na UFABC, formada por estudantes e funcionárias, pois já somam 07 casos denunciados, sem que a Reitoria adote medidas efetivas.
É inadmissível que para permanecer no ambiente universitário a mulher também tenha que viver com insegurança e medo. Não aceitamos que, além de toda dificuldade enfrentada para superarmos as ações machistas cotidianas, tenhamos que suportar a irresponsável postura da Reitoria diante de casos tão graves de violência, agravada ainda por contarmos com a reincidência dos casos de violência sexual.
Somos incondicionalmente solidárias e solidários à estudante e às demais mulheres violentamente atacadas! Colocamo-nos no apoio, na luta e à disposição para contribuir na diminuição dessa dor.
Repudiamos o sistema capitalista, patriarcal e machista que gera todas as formas de violência contra a mulher!

Com tudo isso, propomos algumas medidas e ações tanto à universidade (enquanto instituição) quanto ao movimento (coletivos, organizações, ativistas etc.):
– Afastamento imediato do Prefeito Universitário/chefe de segurança patrimonial, devido as suas ações negligentes e/ou omissas;
– Pelo fim das empresas terceirizadas nas instituições públicas, mais um vez se provou que o dinheiro público é muito mal utilizado a favor da população;
– Que toda a equipe de segurança e todos os trabalhadores da universidade passem por treinamentos e sejam capacitados para saberem lidar e atuar em situações como essas;
– Contratação de seguranças mulheres;
– Que a Reitoria, caso não seja cúmplice, exija uma retratação da PU e da PM por tratarem o caso com irresponsabilidade;
– Comissões permanentes que discutam e deliberem sobre políticas de acesso físico e políticas de segurança da universidade (que envolve diversas questões de violências) compostas por estudantes, professores, trabalhadores terceirizados, técnico-administrativos e pela comunidade do entorno dos campi;
– Contra as políticas restritivas de acesso aos espaços públicos, fim das catracas e os muros!
– Mais iluminação e utilização do espaço público dos campi e dos entornos da universidade, isso também pode ser viabilizado por meio de projetos de extensão;
– Inclusão, nas matrizes curriculares, de disciplinas obrigatórias que discutam gênero;
– Articular ações e manifestações conjuntas com estudantes, trabalhadoras e coletivos da região;
– Para a nossa segurança: FORA PM/GCM, estupradores e cúmplices!

Nota sobre as eleições para a gestão 2016 do DCE da UFABC

SOBRE AS ELEIÇÕES PARA A GESTÃO 2016 DO DCE DA UFABC

Três chapas estão concorrendo no processo eleitoral para a gestão 2016 do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do ABC (UFABC).

No dia 1º de março (terça-feira) ocorreram os primeiros debates entre as chapas, organizado pela Comissão Eleitoral. Hoje (08/03/2016) haverá outros dois debates e quarta e quinta-feira, 09 e 10 de março, ocorrem as eleições. Como participamos dos dois primeiros debates, onde foi possível perceber de forma mais direta o programa, o acúmulo e os limites de cada chapa e, principalmente, por estarmos presente na luta cotidiana e conversando com o estudantes fizemos uma análise sobre esse momento e agora socializamos.

PANORAMA DAS ÚLTIMAS LUTAS NA UFABC

Em 27/11/2015 Dilma criou o Decreto Presidencial 8580/15 impedindo que os órgãos públicos efetuassem pagamentos a partir do dia 01/12/2015, essa medida de limitação financeira, na universidade se refletiu como um ataque direto aos estudantes pobres e aos trabalhadores terceirizados, visto que tanto as bolsas quanto os salários dos terceirizados não seriam pagos, pelo menos até o Congresso aprovar a revisão da meta fiscal de 2015. No entanto, somente no dia 03/12/2015 a universidade informou, por meio de um e-mail, essa situação à comunidade universitária.

O e-mail foi enviado às 18h52min, imediatamente, ao receberem o e-mail, os estudantes se organizaram e marcaram uma reunião às 22h nos dois câmpus, Santo André e São Bernardo, e na reunião decidiram ocupar o campus São Bernardo do Campo e convocar uma Assembleia Geral Unificada e Extraordinária no dia seguinte, 04/12/2015 às 13h no campus Santo André.

Mesmo com menos de 15h de convocação e divulgação a Assembleia contou com a presença de mais de 200 estudantes. Na Assembleia o DCE, dirigido pela UJR (União da Juventude Rebelião) e PCR (Partido Comunista Revolucionário), defendeu a ocupação da Reitoria, assim como outras entidades e organizações como a ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) e o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), porém a maioria defendeu a não ocupação da Reitoria como a UNE (União Nacional dos Estudantes, que enviou uma militante que nem estuda na UFABC para defender o governo), o Coletivo Vozes (coletivo negro interno da UFABC), o PT (Partido dos Trabalhadores), o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e a UJS (União da Juventude Socialista), assim não foi tirada a ocupação da Reitoria, mas foi encaminhada a ocupação dos câmpus.

Nós participamos da ocupação do campus São Bernardo, porém como somos um coletivo em construção e com poucos militantes não conseguiríamos ficar permanentemente no movimento de ocupação da universidade e assumir as tarefas, assim não defendemos nossa proposta publicamente, (embora ajudamos a convocar e estivemos presentes da Assembleia) uma vez que somos contra participar dos fóruns do movimento e não assumir as tarefas para por em prática o que foi encaminhado pela maioria. E seria no mínimo problemático se colocássemos nossas propostas e depois da votação nos retirarmos do movimento. Acreditamos que a construção do movimento, isto é, as ações unitárias que são encaminhadas nas reuniões e Assembleias, é mais importante do que a autoconstrução das correntes.

A partir da Assembleia os câmpus foram ocupados por cerca de uma semana e como estava chegando o período de recesso, o movimento encaminhou de desocupar e voltar a ocupação dos câmpus um dia antes de começar o novo período letivo, no dia 14/02/2016.

Antes mesmo de começar as aulas, a Real Food, empresa privada que faz a gestão e prestação de serviços nos Restaurantes Universitários da UFABC, aumentou o preço da refeição, que é um dos mais caros do país, o preço atual é R$ 10,84 para técnico-administrativos, terceirizados, estagiários, professores, visitantes e alunos que não são da graduação ou pós-graduação, os alunos da graduação e pós pagam R$ 4,34 devido ao subsídio de 60% pago pela universidade. Com isso o DCE chamou uma reunião no dia 04/02/2016 para organizar a luta e resistência contra esse ataque, e lá foi encaminhado de realizar uma Assembleia (que foi uma das nossas propostas) no campus São Bernardo, dia 18/02/2016 às 18h, portanto, 4 dias após o retorno das aulas, para isso também foi encaminhada outras ações como a elaboração de panfleto, cartazes e evento no Facebook.

Na nossa análise o DCE falhou em não pautar o aumento do RU antes dele se concretizar, até porque a Pró-reitoria de Ações Comunitárias e Políticas Afirmativas (ProAp) fez uma consulta com a comunidade interna da UFABC perguntando se essa era a favor da renovação do contrato atual e a renovação ganhou por apenas 51 votos de diferença, ou seja, cerca de metade dos estudantes que foram na Assembleia sobre o aumento do RU.

Com a volta da ocupação e das aulas, o movimento realizou diversas panfletagens convocando para a Assembleia. A Assembleia sobre o aumento do RU contou com a participação de mais de 80 estudantes, número considerável se levarmos em consideração o histórico da presença de estudantes nos fóruns de discussão e deliberação do movimento estudantil na UFABC. Entre as diversas propostas, foi encaminhado de realizarmos um catracaço, logo após a Assembleia, no RU de São Bernardo, e foi o que aconteceu.

Infelizmente, não foi tirada uma comissão executiva para organizar o que foi encaminhado na Assembleia como atos, catracaços e o Grupo de Trabalho (GT), assim o movimento refluiu, pois não fizemos outras ações. Depois disso o movimento já marcou duas reuniões que não ocorreram. Nesse panorama começou o processo eleitoral para o DCE.

ANÁLISE POLÍTICA DAS CHAPAS

A chapa 1 “União Discente” é composta por estudantes independentes com um forte discurso apartidário e inclusive antipartidário, incentivada por estudantes reacionários, muito despolitizada e seu programa consiste, basicamente, na proposta de “representar todos os estudantes” para isso dizem que “vão trabalhar, transformando ideias em propostas e propostas em ações” e também buscar recursos externos. Uma proposta sem embasamento prático, sendo meramente discursiva e falaciosa. Criticados sobre os problemas dessa proposta de “representar todos” sem dar atenção para os setores menorizados, disseram que não pretendem fazer uma gestão “só para minorias” e se houver casos de opressão, os oprimidos poderiam denunciar para a Diretoria de Ouvidora já que a chapa não tem Diretoria de Mulheres, nem Étnico-raciais e nem de LGBTs.

A chapa 2 “Representa Mais” é formada por estudantes independentes, representantes discentes, PT, Coletivo Nosotros (coletivo interno da UFABC que embora não fale abertamente, é impulsionado pela Articulação de Esquerda – tendência do PT), UJC (União da Juventude Comunista) e também pelo PSol (Partido Socialismo e Liberdade).

A chapa expõe que foi construída democraticamente, mas não vimos nenhum chamado para participar das reuniões de construção, sendo que os próprios membros dizem que fizeram 12 reuniões e apenas 3 foram abertas a “quaisquer alunos”.

Essa chapa tem como “experiência de luta” a atuação nos órgãos institucionais e burocráticos da universidade, inclusive disse que registrará suas propostas em cartório. Colocam derrotas impostas pela Reitoria, como a resolução do reingresso, como uma grande vitória, mesmo reconhecendo que parcial.

No dia da Assembleia de Estudantes convocada pelos estudantes que estavam ocupando o campus de São Bernardo, os representantes discentes foram para uma reunião com a Reitoria antes da Assembleia. Independente de quem convocou a reunião, os representantes discentes deveriam priorizar a Assembleia de Estudantes, que é o órgão máximo de deliberação dos estudantes, e boicotar a reunião a porta fechadas com a Reitoria. Nessa Assembleia o presidente da chapa 2 fez fala contra a ocupação da Reitoria e propôs a criação de um fundo de reservas da universidade, alegando que isso seria para solucionar os problemas imediatos dos estudantes bolsistas que ficassem sem bolsas, mas naquela conjuntura, mesmo que existisse esse fundo ele seria bloqueado porque foi o próprio governo que bloqueou os pagamentos.

Não deslegitimamos o direito dos estudantes de participarem dos conselhos da universidade, pelo contrário, consideramos legítima e lutamos pela paridade entre estudantes, professores e funcionários. Porém, não acreditamos que a atuação nesses conselhos é suficiente para barrar qualquer ataque mais grave que venha do governo e também da Reitoria, por isso defendemos que as entidades sejam de luta, usam a luta direta como forma de ação e não somente o diálogo com a burocracia até porque muitos dos ataques vem diretamente do governo e, portanto, o diálogo não vai resolver nada e a Reitoria vai fazer como sempre faz, alegar que “a situação está completamente fora da governabilidade da universidade”. Como disse Paulo Freire: “o movimento estudantil deve combater, lutar, contrariar os dogmas estabelecidos como “verdadeiros” pela Universidade. Não se trata de um processo crítico descompromissado, crítica pela crítica, mas engajado e orientado para superar o individualismo, o tradicionalismo, a formatação educacional, o coronelismo, os mecanismos de avaliação e tantas coisas mais.”.

Ao não politizar o debate, o que os levaria a criticar o governo, a chapa 2 faz propostas problemáticas, por exemplo, não pautando a gestão pública do RU (o que até mesmo legalmente é possível) e colocando como alternativa ‘lutar por um RU com preço justo e de qualidade, e recriar a Cafru (Comissão de Avaliação e Fiscalização do Restaurante Universitário).”. É uma contradição não pautar a gestão pública e querer fazer isso, uma vez que é característico da terceirização o preço maior, devido ao lucro – mesmo que “mínimo” – obtido pela empresa privada/terceirizada, a diminuição da qualidade dos serviços devido à procura pela licitação mais barata, maior tendência à falta de fiscalização (o que também impacta na qualidade), além das licitações serem mais suscetíveis a corrupção, precarização do trabalho e um longo etc.

O presidente da chapa 2, que é do Coletivo Nosotros e do PT, fez parte da atual gestão do DCE, sendo que tentou ser candidato a presidente, mas perdeu na votação interna da chapa, continuou na gestão por um tempo e depois abandonou, assim como abandonou a gestão de 2014 do Diretório Acadêmico (DA) de São Bernardo do Campo.

A “Representa Mais” em uma clara alusão ao slogan “Muda Mais” de Dilma nas eleições presidenciais de 2014, se apresenta como “chapa dos representantes discentes” e assim consegue omitir mais facilmente que é dirigida pelo PT.

Fica a nossa crítica à UJC que nacionalmente diz não fazer alianças estratégicas com setores governistas, mas que na UFABC compõe uma chapa burocrata que tentará impedir o acirramento da luta direta contra os ataques do governo e da Reitoria.

A chapa 3 “Todas as vozes” é composta pela UJR e estudantes independentes, inclusive por parte dos ativistas das últimas lutas pela permanência e assistência estudantil. Tenta sua reeleição, visto que a UJR é a direção da gestão atual.

Embora enquanto organização política a UJR é única dentro da chapa, o processo de construção da chapa contou com reunião aberta e com chamado para a definição do programa.

Acompanhamos boa parte da atual gestão da UJR no DCE da UFABC e sabemos das contradições.

A UJR mesmo com seus métodos burocráticos e sua tática política de captação, está presente no movimento, na luta dos estudantes, participou do processo de ocupação do campus SBC, defendeu a ocupação da Reitoria na Assembleia, participou da ocupação dos campi e mais recentemente defendeu o catracaço para barrar o aumento do preço da refeição no Restaurante Universitário (RU). Em todos esses processos que citamos não houve presença das outras chapas e se teve foi para defender o governo.

Nossas críticas e divergências com a UJR não é simplesmente ao programa e as posições políticas, mas da relação que essa organização estabelece com o movimento, por exemplo, utilizando-se do aparato da entidade para benefício da corrente e substituindo os fóruns de deliberação do movimento, como foi o caso da atual gestão ter doado dinheiro do DCE para um sindicato, sem deliberação em Assembleia, na realidade a doação que ocorreu no ano passado não foi votada nem internamente entre integrantes do DCE. É certo que o DCE expôs essa doação no jornal, mas a questão não é puramente de “transparência”, mas de democracia, uma vez que a doação foi feita sem consentimento dos estudantes. No debate quando foram questionados sobre o que pretendem fazer para acabar com essa prática na próxima gestão, a UJR não respondeu com clareza. Hoje (08/03/2016), o tesoureiro da gestão atual e que é candidato a Secretário Geral para a próxima gestão, pela chapa 3, divulgou um vídeo informando que a verba foi utilizada para apoiar lutas justas e que depois das críticas (visto que isso teve muita repercussão entre a comunidade) a chapa 3 se compromete a realizar Assembleia para discussão e aprovação em casos de auxílios externos. O interessante é que, pelo menos, desde setembro de 2015 que os estudantes cobram explicações e justificativas da atual gestão e somente hoje, cerca de 7 meses depois e um dia antes das próximas eleições, que a atual gestão esclareceu algumas informações e que a chapa 3 colocou em seu programa propostas como Assembleia Geral dos Estudantes para que opinem em relação a qualquer doação externa, balanço mensal e apresentação de notas fiscais.

Ao mesmo tempo que se coloca como combativa, independente da Reitoria e do governo, a UJR/PCR chamou voto no Lula em 2006, chamou voto na Dilma nas eleições de 2010 e 2014, e no programa da chapa se colocam genericamente contra os cortes dos governos, mas em nem um momento criticou de forma direta o governo Dilma, que é quem, diretamente, faz os cortes a nível federal.

Nacionalmente a UJR constroe a UNE, entidade traidora dos estudantes, sem independência política e financeira e que é controlada pelo governo (PT/PCdoB). Ainda compõe (junto com a UJS/LPJ/UNE/CUT/MST etc) a Frente Povo Sem Medo, que é uma frente popular de combate que com um discurso de luta contra o ajuste fiscal, o retrocesso e a defesa da democracia, sem fazer criticas contundes ao governo, deixa a Dilma sem medo e pretende lançar Lula como candidato a presidência em 2018. Além disso, no final do ano passado, nas eleições para a Reitoria da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) a UJR apoiou a chapa de uma candidata a reitora que tinha a política de avançar ainda mais na privatização e precarização da universidade pública, tudo isso em troca de cargos.

Por tudo isso, não temos condições de apoiar essa chapa, apesar de reconhecer que muitos e muitas estudantes que a compõem são de luta e que estaremos ombro a ombro nas mais diversas ações que o Movimento Estudantil na UFABC e fora dela necessitar.

Defendemos que a nova gestão do DCE, realize reuniões abertas, que todos os participantes tenham direito a voz e voto e que as correntes levem suas propostas às reuniões e assumam as tarefas. O desenvolvimento da luta mostrará se as correntes de fato estão interessadas em construir coletivamente o movimento ou se apenas querem usar o aparato e construir suas próprias correntes, por exemplo, construindo as entidades somente quando é maioria nos fóruns.

Não somos contra a construção das correntes, primeiro porque somos uma corrente e também porque ideologicamente acreditamos que as correntes são fundamentais para o desenvolvimento do processo revolucionário e da consciência crítica e socialista da classe trabalhadora e juventude, mas somos contra o aparelhamento das entidades e a sobreposição dos interesses das correntes em detrimento do movimento.

NOSSA POSIÇÃO NESSAS ELEIÇÕES PARA O DCE DA UFABC

Somos um coletivo com menos de um ano de presença e atuação na UFABC, portanto, reconhecemos que uma posição nossa não teria muita influência a ponto de levar a uma mudança significativa na votação, mas esperamos que as reflexões e contradições que expomos sirva para o avanço da consciência dos estudantes, por isso chamamos o voto nulo nessas eleições. O voto nulo significa que não temos concordância com as chapas (não só programaticamente, mas também com a atuação prática) que estão concorrendo, porém que reconhecemos a importância da entidade como instrumento de organização, discussão e luta de estudantes. Diferente de um boicote, no movimento estudantil o voto nulo legitima o processo e ajuda a atingir o quórum. Caso o quórum não fosse alcançado, um novo processo eleitoral consumiria mais tempo e energia, sendo que isso pode ser usado para forjar a luta pela permanência estudantil.

Independente de dirigir ou participar das entidades, para nós o mais importante é lutar pela permanência e assistência estudantil e para isso é preciso lutar contra todos aqueles que impõe cortes e precarização.

Estamos sempre abertos a ouvir o que a juventude pobre, ativistas do movimento estudantil e a classe trabalhadora tem a dizer sobre nossas reflexões e posições. Para nós, que estamos inseridos no processo de reorganização do movimento estudantil, é uma forma de contribuição para a construção de uma nova prática no movimento.

2016-03-08-nota-eleicoes-2016-dce-ufabc
Foto: Assembleia dos Estudantes da UFABC, no Piso Vermelho, 04 de dezembro de 2015.

Coletivo Primavera Socialista.

08 de março de 2016.

Tarifa Zero e a Luta por Mobilidade Urbana

2015-01-25 Tarifa Zero e a Luta por Mobilidade Urbana (1)

24 de janeiro de 2015: Tarifa Zero e a Luta por Mobilidade Urbana.

2015-01-25 Tarifa Zero e a Luta por Mobilidade Urbana (2)
24 de janeiro de 2015: Tarifa Zero e a Luta por Mobilidade Urbana.